quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Blakroc | Blakroc



A razão do meu apreço pelo hip hop é bem simples: o bagulho é foda demais, especialmente quando um monte de nego preza se junta pra fazer um som com o único objetivo de se divertir (e quem sabe até ganhar uma grana, não sejamos tão românticos). Blakroc é mais ou menos isso.

The Black Keys
, duo de rock de Ohio cheio de influências do blues, chamou alguns nomes de peso pra gravar um disco. Ainda que sejam dois branquelos, a dupla tem muita moral (por mais estranho que pareça para quem conhece o som da banda, eles foram “revelados” por Danger Mouse). Logo, todos aceitaram participar: Mos Def, RZA, Q-Tip, Pharoahe Monch, Ludacris, Raekwon, Nicole Wray e mais uma meia dúzia fazem parte do álbum que leva o mesmo nome do “projeto”. Incrível, não?

Guitarra e bateria deram um clima austero às rimas e o resultado não é um disco de pistinha, nem aquele monte de base programada e scratches mal feitos, mas um disco com música boa de verdade. 11 faixas gravadas em 11 dias.

O lançamento oficial de Blakroc está previsto pra 27 de novembro. Mas, pra variar, caiu na rede.

Então, negada, é peixe. Enjoy.

Peace.


Não se esqueça de ler os comentários.
Don't forget to read the comments.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dinosaur Jr. | Farm

















Farm é o nono e último álbum do Dinosaur Jr. Banda boa que todo mundo me falou e eu nunca tinha ouvido. Até macaco velho aprende coisa nova, né não? Eu não conheço nada dos caras, por isso não vou copiar e colar algum blá-blá-blá da Wikipedia. Se você quiser saber clique aqui. e veja o artigo que um dos espertalhões de lá escreveu. Feio é mentir.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

Wellwater Conspiracy | Brotherhood of Electric: Operational Directives

















Ah, esse blog cheio de novidades, lançamentos, tendências, coisas mudernas...

É nessas horas que eu resolvo fuçar umas paradas antigas e trazer a primeira banda do baterista do Pearl Jam, Matt Cameron. A banda continua na ativa desde a década de 90 e tem sempre particpações especiais como Glenn Slater do The Walkabouts, Kim Thayil e Ben Shepherd do Soundgarden, Eddie Vedder do Pearl Jam e Josh Homme do Queens of the Stone Age. É, não é de hoje que é moda fazer banda com pessoas de outras bandas. Hehe.

É rock, é grunge dos anos 90, eu gosto e é honesto.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vampire Weekend | Vampire Weekend



Vampire Weekend é coisa meiga. Mistura de afro beat, indie rock e um lance meio praia. Som perfeito pros dias quentes de sol, trilha sonora da estrada rumo ao litoral.

O quarteto novaiorquino é o queridinho de blogueiros descolados desde 2006. Conquistaram espaço graças à internet e hoje estão com ingressos esgotados pros seus shows na Califórnia, Tóquio e Sidnei.

Do disco que leva o nome da banda, Cape Cod Kwassa Kwassa é minha canção favorita. Uma graça. Rimam Louis Vitton com reggaeton!

Delicinha de ouvir, do começo ao fim.

Vamos a la playa, negadinha. Enjoy.

Peace.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Them Crooked Vultures | Them Crooked Vultures
















Passava das 23h. Depois de umas cervejas e antes de dormir, fui dar uma checada nos e-mails. Estava lá desde às 22h05: “Them Crooked Vultures – Stream the full album now”.


Muita euforia. Fui uma das 300 primeiras pessoas a ouvi-lo. E agora está aqui. Recém saído do forno. Pelando de quente. De longe, o lançamento mais aguardado do ano é o MELHOR lançamento do ano.

Them Crooked Vultures é Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters), John Paul Jones (Led Zeppelin). O que mais eu posso dizer? É muito, mas muito mais do que uma banda com integrantes de outras bandas. É um encontro de gigantes.

Pesado, do caralho. Conseguiu me deixar sem palavras.

Negada... puta que pariu! Enjoy.

Peace.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pearl Jam | Backspacer



















A banda queridinha de 11 entre 10 mulheres cults que eram meninas na década de 90 está de volta. Lançado em setembro deste ano, Backspacer é o 9º álbum de estúdio do Pearl Jam.

Eu confesso que não sou fã do Eddie Vadder. Gosto apenas de Yeld (1998) e do Ten (1991) dos bons tempos das camisas de flanela amarradas na cintura, do cabelo comprido sujo e da falta de preocupação com o amanhã. Mas deixando de lado essas groselhas, Backspacer é bom. Got Some, The Fixer e Supresonic valem bem a pena.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Yesterdays New Quintet | Yesterdays Universe



Yesterdays New Quintet é a banda de um cara só. Mas não um cara qualquer. “DJ first, producer second and MC last”. Modesto mesmo esse Madlib.

Abreviação de Mind Altering Demented Lessons In Beats e nascido Otis Jackson Jr., Madlib é um dos nomes mais frutíferos do hip hop. DJ, produtor e MC é pouco. O cidadão também é dono do selo Stones Throw, multi-instrumentista e um puta garimpeiro musical (de sons tupiniquins, inclusive).

YNQ é só um dos seus milhares de projetos e codinomes. Saca só: The Beat Konducta, Quasimoto, DJ Rels, Da Bad Kid, Ahmad Miller, Monk Hughes, Malik Flavors, Joe McDuphrey, Lootpack.

Não vou me alongar. Não mais do que de costume. Mas
digo: vale a pena conhecer Madlib.

Yesterdays Universe é de 2007 e tem a peculiaridade de apresentar ao público os integrantes da banda. Cada faixa é atribuída a um membro.

Vocês se
lembram quando eu disse que YNQ é uma banda de um homem só, certo? Pois é. Madlib é um doente musical de múltiplas personalidades. Funciona assim: ele entra em estúdio e toca, um de cada vez, todos os instrumentos. Na sequência, mixa e adiciona os samplers. Resultado: o melhor da fusão entre jazz, hip hop e abstracionismos sonoros.

Deleitem-se, negada. Enjoy.

Peace.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Don't Give Me Names | Guano Apes



















Formada por Sandra Nasic (vocal), Henning Rümenapp (guitarra), Stefan Ude (baixo) e Dennis Poschwatta (bateria), o Guano Apes faz um rock alternativo com destaque para a voz de Sandra que consegue ser forte e agressiva sem deixar de ser suave e doce. Que droga, se eu continuar a escrever assim vou virar crítico da Folha.

Don't Give Me Names é o segundo álbum deles. O primeiro single Big In Japan é um cover do Alphaville, uma banda dos anos 60. No Speech, Living in a Lie e Dödel Up são outras faixas que eu gostei.

Álbum dica da Dani que me pediu para não contar que o amigo de um amigo dela não queria que ninguém mais conhecesse. Perdeu, preibói.

Ouça aqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Black on Both Sides | Mos Def



E não é que ontem tive a melhor notícia musical do segundo semestre? Valeu, Pedrão. Você é o cara.


Todos os anos, o Indie Hip Hop traz pro Sesc Santo André a mais fina flor do rap alternativo. Já vieram pro festival pesos como Jurassic 5, De La Soul e Talib Kweli. O negócio não é fraco, jovens.

Em 2009, para meu mais completo deleite, a atração confirmada é o figura mais legal e preza das rimas. Sabe um cara pra ser brother? Pra sair, dar rolê e tomar umas geladas no bar? Pois é. Mos Def, negada! Mos Def! E exatamente um ano após Talib Kweli, seu parceiro no excelente e extinto duo Black Star, ter se apresentado no mesmo evento.

Caralho! Mos Def!

Não conhece? Duvido. Além de músico, o cara faz as vezes de ator. Com certeza você já o viu no Guia do Mochileiro das Galáxias, ou em 16 Quadras, ou no Rebobine, por favor. Manda muito no som. Manda muito na telona.

Já veio algumas vezes pra terra da Copa de 2014, mas nunca se apresentou pro “grande público”. Por isso, uma palavra: imperdível.

Black on both sides, de 1999, é o primeiro álbum do Mos Def. Hip hop de primeira, cheio de samplers e beats caprichados. A levada é pesada, mas a rima bem ritmada, consciência plena da música. Marca registrada do rapper de NY. O disco também conta com participações especiais de Busta Rhymes, Q-Tip, do próprio Talib Kweli e algumas surpresinhas sonoras. Incrível.

Esse vídeo ae é dos tempos de Black Star. Sente a qualidade.



O Indie Hip Hop acontece no começo de dezembro. Se bobear, perto do aniversário do Mos Def, dia 11.

Put your hands up in the air, negada. Enjoy.

Peace.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

People Under the Stairs | The Next Step



Domingo bom é assim. Sossego, batizado e almoço em família, Corinthians campeão no Winning Eleven com os primos e, pra arrematar, hip hop de primeira na companhia de um puta brother. Como diria Lou Reed, just a perfect day.


Pra compartilhar este atípico estado de alma sublime em plena segunda-feira, toma aí pra vocês mais um álbum do duo californiano People Under the Stairs, que ontem apavorou no Espaço +Soma, em São Paulo. Os caras esbanjaram empolgação, mandaram suas rimas no melhor estilo old school e animaram a pista com seus flows, beats dançantes e muito freestyle. Quem foi, aprovou.

Ah! The Next Step, de 1999, é o primeiro disco do PUTS.

Respect, negadinha. Enjoy.

Peace.

sábado, 24 de outubro de 2009

The Roots of Guns N' Roses | Hollywood Rose & L.A. Guns

















The Roots of Guns N´Roses
é uma coletânea com algumas das músicas dos primeiros álbuns do Guns N´ Roses tocadas pelas bandas Hollywood Rose e L.A. Guns.

O álbum, produzido por Chris Weber (ex-guitarrista), tem várias demos. As cinco primeiras versões são originais, as cinco seguintes foram remixadas por Gilby Clarke (ex-guitarrista), e os cinco últimos foram remixadas por Fred Coury, (batera do Cinderella) que participou de uma turnê com o Guns, quando Steven Adler quebrou o pulso.

Vale a pena ouvir My Michelle, Anything Goes e Bitch is Back.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The Gabby Pahinui Hawaiian Band | Volume 1

















Eu gosto desse som! Gabby Pahinui é um guitarrista havaiano que foi um dos responsáveis pelo renascimento da música havaiana.

Eu copiei esse álbum quando trabalhava numa produtora em 1999 ou 2000, não me lembro direito. Bom para pegar estrada e curtir na praia!

Toma que é bom.

Ouça aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

The Head Cat | Fool's Paradise

















Pois é, tá mesmo na moda montar banda com integrantes de outras bandas. Depois de gravarem um tributo ao Elvis Presley, Swing Cats, A Special Tribute to Elvis, Lemmy (baixista do Motorhead), Slim Jim Phantom ( baterista do The Stray Cats) e Danny B. Harvey (guitarrista do Lonesome Spurs) resolveram continuar tocando clássico de Johnny Cash, Buddy Holly e Eddie Cochran e daí surgiu o Head Cat que faz um rock de crasse!

Toma que é bom.

Ouça aqui.

Howlin' Wolf | The Howlin' Wolf Album

















Um dos músicos mais importantes de blues, Chester Arthur Burnett, também conhecido por Howlin' Wolf ficou famoso por uivar durante os shows. Tudo isso muito antes do chato do Frank Aguiar.

Gravado em 1968, The Howlin' Wolf Album foi detestado pelo autor e a gravadora fez questão de colocar na capa.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Danko Jones | Never Too Loud

















Dá desgosto falar sobre shows em São Paulo. Preços que ignoram a realidade, taxas de conveniência abusivas, meias-entradas, ingressos encontrados por mendigos em lixos, festivais que acontecem no mesmo dia. Parece que aqui é a capital nacional do entretenimento, mas estamos mais para Bobolândia.

Num desses festivais simultâneos você pode curtir o show do trio canadense Danko Jones. Formada por Danko Jones (guitarra e voz), John Calabrese (baixo) e Dan Cornelius (bateria), a banda tem estatus meio cult (pau no seu cult), mas até que é legal.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

People Under the Stairs | Carried Away



Ficar superpordentro dos superlançamentos e das supernovidades é superlegal. Mas nada como o bom e velho hip hop, pelo qual tenho um apreço infindável.


People Under the Stairs, carinhosamente conhecido como PUTS pelos seus mais entusiastas fãs, é um duo californiano de rap underground e sem o menor interesse de chegar ao mainstream, se isso significar a perda de sua originalidade e bom-humor.


Thes One, peruano de nascença, e Double K ficaram brothers no começo da década de 90 e logo formaram o PUTS. O primeiro álbum, The Next Step, saiu em 1998 e, a partir daí, foi um som melhor que o outro.


Samplers, beats, scratches, disco music e rimas de altíssima qualidade. São da escola de A Tribe Called Quest, Jurassic 5 e tantos outros petardos. É esse o padrão.


Carried Away é o sétimo disco da dupla e acabou de sair do forno. Lançamento oficial? Só amanhã, 13 de outubro (e não é que esse é mais um superlançamento?).


Demais. Pra dançar na pista cheia de talco, pra ouvir agitando só as mãos, pra curtir do começo ao fim.


E o melhor de tudo? Os dois vêm pro Brasil, a terra das Olimpíadas, logo menos. Isso ae. Na contramão dos grandes festivais e das disputas dos produtores manés, o People Under the Stairs fará 3 apresentações aqui na Terra da Garoa.


20/10 – Chocolate #Clash Club

24/10 – Espaço +Soma

25/10 – Espaço +Soma


Então, negada, podem se aquecer porque a balada vai ser boa. Enjoy.


Peace.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Karen O and the Kids | Where The Wild Things Are



Adivinha? Mais uma banda formada por membros de outras bandas. Pois é, negada, o troca troca está institucionalizado no mundinho da música.

A bola da vez é a sul-coreana Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs. A moçoila foi convidada pelo alucinado diretor Spike Jonze (Quero ser John Malkovitch, Sabotage – Beastie Boys, It’so quiet – Bjork, Adaptação etc.) pra compor e gravar a trilha sonora de seu novo filme, Where the wild things are.

No quesito juntar galera, Karen O não fez feio. Dá um bico: Brian Chase e Nick Zinner, colegas do Yeah Yeah Yeahs, Dean Fertita (Queens of the Stone Age, Dead Weather, Raconteurs), Jack Lawrence (Dead Weather, Raconteurs), Bradford Cox (Deerhunter), Aaron Hemphill (Liars), Greg Kurstin (The Bird and the Bee), Imaad Wasif (New Folk Implosion), Oscar Michel (Gris Gris) e, pra completar, um coral de crianças.


Ufa.


O resultado está bem cinematográfico, por assim dizer. Músicas que se parecem com contos de fadas, sons que vão num crescente e chegam a poderosos e apoteóticos clímax, vozezinhas infantis que amolecem o mais duro dos corações.

Uma graça, uma viagem. A jovem mandou bem.

Essa belezinha é pra vocês, negada. Enjoy.


Peace.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vitalic | Flashmob



Madre de Dios! Álbum novo do Vitalic. O segundo disco de estúdio do cara, o primeiro desde 2005. Quanta felicidade!

Pascal Arbez
, a.k.a. Vitalic, é o produtor de música eletrônica mais fodaço ever. Começou como um trombonista, até que ouviu Daft Punk lá atrás, nos idos anos 90. Foi então que o francês abraçou os beats programáveis e nunca mais os largou.


Flashmob foi lançado no dia 28 de setembro e segue a linha de OK Cowboy, o álbum anterior. Eletrônico pesado. Som de pista mesmo.

Quer ouvir um bem bolado de algumas faixas? Dá um bico nesse minimix, ação que faz parte dos “trabalhos” de lançamento do disco.

Esse é pra ouvir com o som no talo, negada. Enjoy.

Peace.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AC/DC | High Voltage

















Ah, as férias. Nada como ficar uns dias na vadiagem. Pois é, e se não fossem essas férias, eu não iria comprar meus valoroso e indispensável ingresso para ver o fodástico show do AC/DC! Foram mais de 3 horas para ficar algumas centenas mais pobre, mas para ver uma locomotiva no palco e aquela guitarra valeu a pena. Aliás, sem-vergonhice da Fnac cobrar mais 50 pilas para vender lá e chamar de taxa de conveniência. Putaquiupariu, viu? Conveniente não foi.

Bom, deixando os organizadores (sic) de lado, High Voltage é o álbum de estreia da banda em 1976 (ele foi lançado antes na Austrália em 75). Apesar de ter vendido mais de 3 milhões de cópias só nos Estados Unidos, a crítica (incluindo a Rolling Stone) não curtiu muito. Bom, foda-se, quem escreve sobre música não entende nada mesmo. Só sabe quem gosta.

Toma que é bom.

Namastê.

Não esqueça de conhecer os comentários.
Check out the comments.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Chickenfoot | ChickenFoot

















Oxe, pelo visto as coisas andaram calmas.

Eu vou aproveitar a deixa do último post para mais um lançamento fresquinho (ui!) pra vocês: Chickenfoot.

É, tá na moda mesmo montar bandas com integrantes de outras bandas e o Chickenfoot não poderia ser diferente. A ideia surgiu das jams entre Sammy Hagar (ex-Van Halen), Michael Anthony (ex-Van Halen) e Chad Smith (ex-Chili Peppers) no clube do vocalista no México. Nessas brincadeiras, as pessoas perguntavam se eles sairiam em turnê, ou gravariam um disco e eles respondiam que se tivessem que fazer isso, teriam que chamar um guitarrista para completar. Foi aí que Joe Satriani entrou na jogada.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Dead Weather | Horehound



Mais um lançamento semifresquinho pra turminha que acessa esse singelo espaço: The Dead Weather.

Confesso que esperei por tanto tempo o lançamento do álbum dessa turminha que acabei esquecendo que ele viria a existir. Como me lembrei? Pasmem: ele já está disponível na biblioteca da rádio UOL.

E, como a moda é montar bandas superlegais e descoladas com integrantes advindos de outras bandas superlegais e descoladas, The Dead Weather não poderia ser diferente.

O cabeça do projeto e responsável pelo vocal, bateria e guitarra é o excelente e excêntrico Jack White (White Stripes, The Raconteurs). Alison Mosshart (The Kills) também toma conta dos vocais e da guitarra, além da percussão. Dean Fertita (Queens of the Stone Age) igualmente toca a porra da guitarra, mais o órgão, o piano e o baixo. A banda se completa com Jack Lawrence (The Raconteurs), guardião de mais uma guitarra, mais um baixo e mais uma bateria.

Resumindo a bagaça: quatro negos foda se revezam nos instrumentos no decorrer das faixas de Horehound, um disco pesado, sujo, cheio de efeitos e distorções.

Esse, negadinha, é pra cada um tirar suas próprias conclusões. Enjoy.

Peace.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

George Harrison | Wonderwall Music



















Nesses dias muito se fala sobre Beatles, sobre o fim da banda, sobre o clone do Paul McCartney, sobre qual deles era o mais narigudo, o joguinho de videogame deles, a Yoko, o baseado que eles fumaram no Palácio de Buckingham, as músicas que Michael Jackson (quem?) comprou. Enfim, todo mundo está faturando o seu em cima dos reis do yeah-yeah-yeah!


Mas eu, não. Eu vou compartilhar meu álbum favorito do meu Beatle favorito com vocês.Por coincidência, é o primeiro álbum solo depois que a banda acabou. Todo instrumental, com belas guitarras... Muito foda!

Bom, fora isso, preciso dizer que o papai vai viajar alguns dias, deixar cerveja na geladeira e não quer ver nada inteiro quando voltar, capisce? É o seguinte, estarei em uma daquelas praias paradisíacas no nordeste e não quero me lembrar de nada. Inclusive este blog. Por isso fiquem com Deus. E com esse álbum do George.

Namastê, meu rei.

Ouça aqui.

Nouvelle Vague | Bande a Parte


















Não, não é aquele movimento do cinema francês. O Nouvelle Vague é um coletivo musical francês arranjado por Marc Collin e por Olivier Libaux. O nome deles é um jogo de palavras, que se refere à nacionalidade, ao movimento do cinema e ao uso da Bossa Nova

Eles só gravam covers de músicas punk ou dos anos 80 em versão um pouco mais picante. Experimente Too Drunk To Fuck do Dead Kennedys.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.





terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sonic Youth | Hits are for Squares



Essa é pro público paulistano, também conhecido como “cambada de palhaços”. Planeta Terra e Maquinaria: dois festivais e um só dia, o mesmo, no caso. Pau no cu dos produtores culturais dessa ilha chamada Brasil!

E se você, como eu, optou pelo Faith No More, lendária banda de Mike Patton, precisou excluir de seus planos Primal Scream e Sonic Youth.

Então essa é pra gente, que se fodeu e não irá assisti-los, pelo menos não dessa vez.

Hits are for Squares, de 2008, é uma compilação dos sucessos, se é que podem ser chamados assim, de uma das bandas mais incríveis de New York. O Sonic nasceu no mesmo ano que eu, em 1981, e desde então se tornou um dos principais êxitos e referências do rock underground, sem nunca sair do rock underground.

Dissonante, experimental, noise pra caralho. E que vitalidade. Kim Gordon, baixista e vocalista da banda, por exemplo, tem a idade da minha mãe: 56 anos. Acreditam? Pois é. Eu quero ser a Kim Gordon.

Então, negada, chupa essa manga e chora. Enjoy.

Peace.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Scarlett Johansson & Pete Yorn | Break Up

















Em Break Up, Scarlett Johansson solta a voz em duetos com Pete Yorn e ainda assina 8 faixas do álbum. Ele foi gravado em 2006 com inspiração em gravações de Serge Gainsbourg com Brigitte Bardot. Se não fosse pela cantora, talvez eu nunca ouvisse, afinal de contas, indie-folk-pop-romântico definitivamente não é minha praia. Mas rola um som bem legal para uma segunda chuvosa. Especialmente se você estiver acompanhado(a).

Em tempo, não é a primeira vez que a atriz solta o gogó. Em 2008, ela lançou Anywhere I Lay My Head, que não foi bem recebido pela crítica. Não sei como.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Nashville Pussy | Say Something Nasty

















Sexo, drogas, bebidas, vulgaridade e um pouco de cretinice sulista: Nashville Pussy - uma banda muito legal para você deixar seus filhos adolescentes irem ao show.

Se você gostar, combina na mesma playlist: AC/DC, Turbonegro e Hellacopters que dá um caldo bom.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

Miles Davis | Kind of Blue

















Estou com uma dor de cabeça que só de ouvir o suave tec-tec no teclado branco já me dá vontade de comprar uma bomba H. Por isso vou ser direto: se você ainda não conhece, ouça. Um dos melhores álbuns do Miles Davis. Tão bom quanto o Sketches of Spain.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Beck | The Velvet Underground & Nico (Record Club version)



Beck, Velvet Underground e Nico? Como assim?

Bem simples. Em apenas um dia, sem ensaios e cheio de presenças especiais, Beck inaugurou seu novo projeto, o Record Club.

Que porra é essa? Mais simples ainda. Escolhe-se um álbum clássico e dá-lhe cover de todas as faixas. E assim, no melhor estilo Jack Bauer, em apenas 24 horas, tem-se um disco inteiro, gravado, prontinho.

O eleito para ser o primeiro de uma série foi The Velvet Underground & Nico, obra-prima de 1967, que apresentou Lou Reed para o mundo.

Além do próprio Beck, participaram dessa reunião informal de músicos Devendra Banhart, a dupla MGMT, Jamie Lidell e Thorunn Magnusdottir. O produtor responsável por organizar a bagunça foi Nigel Godrich, conhecido pelos seus trabalhos com o Radiohead.

Aqui está o registro visual e sonoro da gravação de uma das canções, a belíssima Sunday Morning. Pra quem não ensaiou, até que ficou bem bom.

E pra quem se interessou, o Record Club No. 2 já está pronto. Songs of Leonard Cohen, de Leonard Cohen, foi o cover da vez.

Então é isso, negada. Enjoy.

Peace.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pizzicato Five | This Year's Girl

















Se você tem mais de 20 anos, com sorte passou pelos anos 90 sem que Twiggy Twiggy grudasse na sua cabeça igual chiclete no cabelo comprido.

Formado por Maki Nomiya e Yasuharu Konishi o P5 (como também é conhecido) surgiu nos anos 80, mas só explodiu uma década depois com o surgimento do Shibuya-kei. Xibuia-o-quê você deve estar se perguntando, jovem gafanhoto. Mas, calma: é um sub-gênero do pop japonês que combina jazz, pop (claro) e electro. É chamado assim porque surgiu num bairro com esse nome.

Toma que é bom.

Arigatô.

Ouça aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desert Sessions | Volume Collection



Eu sei porque eu estava lá. Eu sei porque também me senti uma remanescente do passado, pra usar uma ótima definição de velhice. Obrigada, Robert Crumb.

Aniversário do Beto. Os jovens realmente dançaram ao som das músicas de sempre, mas entremeadas por pérolas sonoras, tais como Britney Spears, Back Street Boys, Five e Bon Jovi.

Por Deus! Esses meninos estão se afastando de Cristo. Paciência. O problema não é meu. Que sejam o desgosto de seus respectivos pais. Nada me impede, contudo, de auxiliá-los no caminho da redenção auditiva.

Desert Sessions eram gravações de estúdio experimentais. Funcionava mais ou menos assim: ia uma negada pra uma casa velha, no meio do deserto, repleta de equipamentos antigos. Entre gorós e outras cositas mais, os músicos criavam suas composições ali mesmo e, em poucas horas, tínhamos o mais puro rock'n'roll. Assim, em estado bruto, verdadeiro e incontestável.

Foda, não? E ainda fica mais, prometo.

O criador dessa farra foi Josh Homme (reparem como este ser superior é recorrente em diversos posts). E o estúdio em questão era o Rancho de La Luna, que fica em Palm Desert, Joshua Tree – CA.

Os demais envolvidos no projeto eram PJ Harvey, Dean Ween, Alain Johannes, Twiggy Ramirez, Chris Goss, Dave Catching, Joey Castillo, Josh Freese, Brian ‘Big Hands’ O'Connor, Troy Van Leeuw. Só nego do caralho!

As primeiras Desert Sessions ocorreram em 1997 e a mais recente aconteceu no longínquo ano de 2003. Ao todo, foram 10 sessões e cada uma resultou em um disco sem pretensões comerciais. São apenas registros sonoros.

Esse cuja capa está está aí em cima é um catadão de todas, só pra vocês sentirem a gravidade da situação. E não se surpreendam com canções conhecidas. Alguns dos frutos das Desert Sessions foram parar em álbuns do Queens of the Stone Age.

Bom, desculpem a empolgação e extensão do post. É que eu fico puta quando vejo que é possível fazer alguma coisa que preste e eu sigo aqui, nessa vidinha besta.

Então, negadinha, esse é obrigação. Enjoy.

Peace.