segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Easy Rider | Original Soundtrack

















Lançado em 1969 e estrelado por
Peter Fonda e Dennis Hopper, Easy Rider (ou Sem Destino aqui no Brasil) é um dos road movies mais fodidos de todos os tempos. O filme conta a história de dois motociclistas que viajam de Los Angeles até Nova Orleans. Um marco da contracultura estadunidense, o filme retrata paisagens sociais, assuntos e tensões na da década de 60, como a ascensão e queda do movimento hippie e o uso de drogas.

Três coisas que eu preciso falar: se não fosse pelo filme, você com certeza nunca teria ouvido Born To Be Wild do Steppenwolf, os personagens, Wyatt (Fonda) e Billy (Hopper), são referências à Wyatt Earp e Billy the Kid e, se não viu ainda é melhor correr até a locadora e alugar.

Toma que é clássico.

Ouça aqui.


A abertura fodona:



Faraquet | A View From This Tower

















Ah, a memória. Eu gostaria de ter uma, sabia? Uma que funcionasse. De verdade.

Eu não me lembro quem passou esse som para mim, mas apesar de ser o único álbum de uma banda de Washington DC que existiu entre 1997 e 2001, é muito bom e vale a pena ser ouvido.

Toma que é bom.

Ouça aqui.


Cut Self Not | Live At Brazil



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

The Hellacopters | High Visibility

















Sou uma pessoa de gostos simples como uísque escocês, iates, carros importados, hotéis 5 estrelas, mas fácil de agradar. É só colocar Hellacopters para eu ouvir.

Lançado em 2000 e produzido por Chips K., High Visibility foi o álbum que abriu portas para a banda que depois lançaria By the Grace of God (2002), Rock & Roll Is Dead (2005) e Head Off (2008), último álbum antes da banda antes de fechar o boteco.

Toma que é bom.

Ouça aqui.


Hopeless Case Of A Kid In Denial


Florence + The Machine | Lungs

















Muito bem, garotada juvenil que aparece por aqui, agora é hora de ouvir uma coisinha meiga, fofa, tchuqui-tchuqui, gracinha.

Muito música para meninas (não para menininhas), Florence + the Machine (nome de trabalho da cantora e compositora inglesa Florence Welch e banda) é bem legal. Seu trabalho está sendo tão elogiado pela mídia inglesa, que o primeiro álbum da banda, Lungs (2009) ficou no segundo lugar das paradas inglesas atrás apenas de Michael Jackson.

Meio indie com umas pitadas de soul e uma leve semelhança com Malu Magalhães, o que torna a audição difícil para os meus ouvidos, mas Dog Days Are Over, Rabbit Heart (Raise It Up) e Kiss with a Fist são muito boas. Aposto 5 pratas que esta última vira trilha de algum comercial engraçadinho.

Toma que é bom, indicação da Dani.

Ouça aqui.


Kiss with a Fist



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Black Drawing Chalks | Life Is A Big Holiday For Us


















Lançado em 2009, Life Is A Big Holiday, da banda goiana Black Drawing Chalks, é um álbum de rock. Não de indie rock, power rock ou outro adjetivo-rock. E é um ótimo álbum de rock. Direto e energético, sem experimentalismos que marcam o cenário independente de São Paulo e Rio e fazem a cabeça de modernetes de carteirinha.

O Instituto Dizem afirma que os caras já apareceram na MTV e estão se tornando hype. Tomara que não seja fogo de palha porque dá para imaginar álbuns bem interessantes no futuro.

Toma que é bom.

Ouça aqui ou vá ao TramaVirtual para baixar de graça.


My Favourite Way:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

The xx | xx



The xx está entre os sons mais tocados do meu iPod. Uma grata surpresa descoberta em 2009 que agora compartilho com vocês.

Trata-se de um jovem quarteto londrino nascido em 2008. Eles têm um som etéreo, minimalista, mas com uma estrutura pop facilmente reconhecível (melodias simples e nada de exagero na duração das músicas).

Lembra o shoegaze do fim dos anos 80, de My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain? É um pouco isso, só que menos sofrido, barulhento e distorcido. Estilo pra curtir sozinho, fechado em seu próprio universo, pra dançar devagar, olhando pra baixo.

Contudo, o álbum xx é extremamente sexy, perfeito pra fazer amorzinho com a gatinha. Vocais sussurrados femininos e masculinos, guitarrinhas envolventes, ruídos difusos ao fundo, delícia de ouvir. Mesmo.

Faixas favoritas: Crystalised, Islands e Basic Space.

Negada, love is in the air. Enjoy.

Peace.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Weezer | Raditude



Tá foda engatar 2010. Por isso, começo o ano com uma novidade de 2009.


O Weezer foi uma das bandas que embalaram parte da minha juventude. Achava o máximo suas melodias indie-tristinhas, aquela coisa nerd e esquisita que Rivers Cuomo, o vocalista, tanto exaltava em suas letras.

O fato é que o tempo passou e superei muita coisa daquela época, exceto o Weezer. Ainda os ouço - sem aquela identificação adolescente (convenhamos, eu já estou quase nos 30 e os caras já estão perto dos 40) - mesmo com os caras persistindo na mesmíssima fórmula. Paciência, algumas coisas temos um apego inexplicável.

Raditude é o mais recente álbum da banda e foi lançado no segundo semestre de 2009. É exatamente igual aos anteriores e tem seus bons momentos, como a canção Love is the Answer, com seus barulhinhos de cítara, gritinhos indianos e letra boba e fofa.

Negada, aproveitem essa ode à adolescência retardada. Enjoy.

Bom 2010 pra vocês. Peace.



(If You're Wondering If I Want You To) I Want You To


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Miles Davis | Sketches of Spain

















É, acho que minha ascendência espanhola está falando alto hoje. Gravado entre marco e novembro de 1959, Sketches of Spain é (na minha humilde opinião) um dos melhores álbuns de Miles Davis. Com arranjos de Gil Evans, as músicas refletem a cultura e o folclore da terra de onde vieram meus ancestrais. Uma versão de Concierto de Aranjuez e Will o' the Wisp do balé El amor brujo valem muito, muito a pena!

Toma que é bom.

Ouça nos comentários.

Cypress Hill | Los Grandes Exitos en Español


















Estou tentando retornar às atividades normais, mas ainda está difícil. Muita coisa marcou a minha passagem de 2009 para 2010. Bom, mas hoje vou dividir com vocês 2 clássicos que tenho em casa.

Para quem não conhece, o Cypress Hill é um grupo de hip-hop de Los Angeles e o primeiro de ascendência latina a levar disco de platina (odeio quando as palavras rimam desse jeito). Se não me engano com este álbum, o Los Grandes Exitos en Español que tem as músicas mais conhecidas cantadas em espanhol.

Esse álbum foi convertido em alta qualidade direto do meu CD original.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

The Beatles | Christmas Album (Fan Club Singles 1963 - 1969)

















Ah, o Natal! Nessa época eu fico sentimental (sic), emotivo (sic), cheio de esperança (sic) e com um soluço (sic) filho da puta por causa dos drinks de fim de ano (sic).

Por isso, para comemorar esta data tão chá-com-pão, fiquem com este post especial: um álbum que os Beatles gravavam para seus fã-clubes na década de 60.

A gente se vê de volta em 2010. E, antes de fechar o boteco, gostaria de agradecer a todo mundo que passou por aqui. Valeu Patsy, Fabricio, Plínio e André pelo apoio. Valeu, Lili por ter aceitado o convite e participar desta bodega.

Chefia, traz a conta!

Toma que é bom.

Ouça aqui.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Jimi Hendrix | 1969-12-12 (a jam session)

















Falar sobre Jimi Hendrix é chover no molhado. Nem vou me esforçar.

Agora faz uma forcinha e baixa esse álbum: uma jam session de 1969.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

Jello Biafra | The Audacity of Hype

















Jello Biafra é o ex-vocalista do Dead Kennedys. Após o fim da banda, Jello participou de diversos projetos musicais próprios e de outras bandas como The Offspring e Brujeria.

Audacity of Hype é o álbum de estreia com sua nova banda, a The Guantanamo School of Medicine. O nome (e a capa do álbum também) é uma sátira ao The Audacity of Hope, segundo livro de Obama.

Pouca gente sabe, mas ele é tão engajado politicamente que chegou a se candidatar a prefeito de São Francisco e ficou em quarto lugar entre dez candidatos.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

dAdA RAdiO



Atendendo a um pedido do Beto e dando sequência ao nosso singelo manifesto por uma cultura livre e sem amolação por parte de empresas predatórias que perderam o seu filão, segue a indicação, não de um álbum ou banda, mas de um site bem batuta.


DadA RadiO – por uma cultura aberta em rede
De coração: vale a pena acessar. O espaço é licenciado pelo Creative Commons, o que significa que podemos copiar, distribuir, exibir e executar a obra sem alterar o seu conteúdo.

Além de divulgar o trabalho de artistas e promover encontros, debates e até festas, a Dada Radio tem uma série de podcasts dedicados ao electrojazz e à eletroacústica que são incríveis. Só coisa fina, categoria mesmo. Os fundadores da rádio capricham no playlist, apresentam um sem número de sons novos e mostram antigos que são de chorar.

Muito groove, batidas eletrônicas, percussões, metais e experimentalismos.


Negada, bookmark it!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Rubin Steiner | Wunderbar Drei

















O último post da Lili me fez pensar em algumas coisas sobre o porque tive vontade de montar o Fubeca. Nunca achei justo eu ouvir um monte de bandas e artistas novos e não ter com quem compartilhar.

Mas, fazer um blog de música para as pessoas experimentarem, conhecerem coisas novas (e outras não tão novas assim) parece fácil, mas não é. Não é um projeto de foguete, mas tem suas complicações. Em primeiro lugar a gente não ganha nada com isso. Nada mesmo. Nem o bagulho do Google para fazer dinheiro com propaganda a gente colocou. Propaganda não dá dinheiro. Daí você me diz que o reconhecimento vale a pena. E eu retruco: um ou outro visitante que passa deixa um comentário ou agradecimento, mas como alguns são de outros países, eu duvido que saibam sequer o que está escrito nas linhas. Sendo justo, para o reconhecimento não ficar no zero alguns amigos elogiam pessoalmente.

Em segundo e muito mais importante do que o primeiro é a perseguição da DMCA e de outros órgãos (peguem no meu) de fiscalização ao compartilhamento paralelo e genérico de arquivos (eu tucanei o nome correto de propósito). Esse tipo de empresa que defende um formato arcaico de negócios é o mesmo que não entende que a maioria das pessoas nunca mais vai comprar um CD do Stevie Ray Vaughan ou de outro artista que mal conhece por 90 pilas.

Na real, a maioria das pessoas nunca mais vai comprar um CD, mas a maioria das pessoas que gosta e entende de música não vai deixar de comprar um CD do Howlin' Wolf com qualidade superior ao MP3 ou pagar por um DVD triplo do The Who. Ou até mesmo um ingresso para ver o show do PUTS - uma parada que eles nunca ouviram falar antes, mas baixaram o som e gostaram.

Sabe o que esse tipo de empresa faz? Se associa ao Google para tirar postagens do ar sem direito de resposta e sem aviso. E dá dor de cabeça, sabiam?

A única coisa que alivia essa dor é uma frase que eu li lá no NoData:
For the major labels, it's over. It's fucking over. You're going to burn to the fucking ground, and we're all going to dance around the fire.

Ou em bom português:
Para as grandes gravadoras, acabou.
Esta porra acabou. Vocês vão queimar até a porra do chão e todos nós vamos dançar ao redor do fogo.


Fiquem agora com Rubin Steiner, pseudônimo do francês Frédérick Landier que é conhecido por seu experimentalismo com música eletrônica e outros estilos musicais. Presente que a grande Lelê me deu em 2003.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Brad Sucks | I don't know what I'm doing



Brad Sucks é o projeto musical de um jovem canadense, Brad Turcotte. Ele abraçou a ideia do “do it yourself” e produz, divulga e distribui tudo o que faz.
Pra tirar uma grana, adotou o copyleft, o creative commons e usa como ninguém o movimento de cultura grátis que tanto apoiamos. Não é um megasucesso e está bem longe do mainstream, mas pra uma pessoa só, filhão, tá ótimo.

Tudo o que grava, está disponível pra download em seu site, inclusive alguns arquivos em open source pra uso de outros músicos. Ainda assim, Turcotte diz que ganhou dinheiro suficiente com direitos autorais por ter suas músicas tocadas na TV, em comerciais e em rádios universitárias. Pois é, gravadoras. Aprendam!

Não é a salvação da humanidade. É um cara O.K. que faz um som honesto. Na verdade, só coloquei aqui porque a faixa Making me nervous não há meio de sair da minha cabeça. Há dias não paro de ouvi-la e cantarolá-la. Não achei justo passar por isso sozinha.

Pensei em comparar Brad Sucks com Beck, mas acho que viajei. O cidadão meio que atirou pra todos os lados e fez um disco bem heterogêneo. Tipo quando fazemos experiência na escola e tentamos misturar água e óleo na aula de ciências, lembra?

O nome I don't know what I'm doing pro seu álbum de 2003 é bem apropriado. Algumas faixas são superpops e cheia de batidinhas eletrônicas, outras têm guitarras bem sujas, braço solto na bateria e vocal gritado, um quê de folk-country-balada também aparece em determinados momentos e, por fim, junta na bagaça um tiquinho assim de carimbó.

Ouve aí, negada. Esse o Blogger DMCA não vai derrubar. Enjoy.

Peace.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Stevie Ray Vaughan & Double Trouble | The Sky Is Crying

















Eu ando com preguiça de escrever aqui. Na verdade não é por vadiagem, mas é que eu não tenho ouvido nada de novo. Bem, a não ser meu projeto musical, mas essa é uma história que eu conto em 2010, tudo bem?

Bom, hoje está chovendo, eu me lembrei desse álbum filho-da-puta de tão bom de deus, digo Stevie Ray Vaughan. The Sky Is Crying, lançado em 91, foi o primeiro álbum póstumo de SRV em um trágico e inconsolável acidente de helicóptero em 90. No álbum dá para ver as influências musicais de Vaughan em três covers sensacionais: Little Wing do Jimi Hendrix, May I Have A Talk With You do Howlin' Wolf e Life By The Drop de Bernard Logan. Fora isso, a faixa-título e Boot Hill são inesquecíveis.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sporto Kantes | 3 At Last



Vamos atravessar o Atlântico, rumo à Cidade Luz. Oui, mon amour.


Sporto Kantes é um duo parisiense do qual eu tenho pouca ou nenhuma informação. Tropecei neles sem querer e achei bem batuta.

O álbum 3 at last é praticamente uma jam session. Muito jazz, hip hop, rockinho e sintetizadores na medida em um disco com claras influências culturais de toda a Europa.

A segunda faixa, Whistle, cantada com um inglês carregado e um assoviozinho que gruda, é uma graça. Há nela um quê de Fat Boy Slim. Música que deixa a gente alegre, saca? O vídeo tá aí embaixo. Igualmente divertido.

Coisa fina, negada. Enjoy.

Peace.


domingo, 29 de novembro de 2009

The Who | Live at the Royal Albert Hall

















Dia desses recebi uma mensagem do Coelho com um link para um vídeo do The Who tocando Real Me ao vivo no Royal Albert Hall em 2000 com o filho do Ringo, Zak Starkey. Surpreso? Não deveria, desde 1994, é ele quem assumiu o lugar do saudoso Keith Moon na batera.

Três anos depois, lançaram um DVD e um álbum triplo (!) deste show. Os discos um e dois foram gravados no dia com participações especiais de Paul Weller (The Jam), Eddie Vedder (Pearl Jam), Kelly Jones (Stereophonics) e Noel Gallagher (Oasis). Show foda demais. Daqueles que me fariam pegar um avião e ir até outro país só para ver.

O disco três traz quatro canções do último show da banda com o baixista John Entwistle, realizado em 2002. Ele morreu na véspera de um show em Las Vegas. Uma pena, ele era um puta baixista.

Um dos álbuns ao vivo mais incríveis. Parece que aquelas músicas da década de 60, 70 e 80 foram feitas ontem.

Toma que é bom porque eu vou tomar meus mojitos!

Ouça o álbum dividido em 3 partes: aqui, aqui e aqui.




Tem alguns vídeos aqui:

Real Me



Can't Explain


We Won't Get Fooled Again

domingo, 22 de novembro de 2009

Ricardo Autobahn | The Golden Age of Video

















Ricardo Autobahn é produtor e compositor inglês que ficou conhecido por tocar no Spray e também no The Cuban Boys. O inglês fez uma música com vídeos que fizeram história.

Som muderno, descolado, com cara de gente jovem que vai pra pista de dançar. O que você pode baixar aqui não é um álbum, é o MP3 do vídeo que está abaixo e a versão instrumental.

We accept her, one of us, we accept her, one of us! Gooble gobble gooble gobble!

Dica do Fabiones.

Toma que é bom.

Ouça aqui.





quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The Black Keys | Rubber Factory



The Black Keys, pra quem não sabe, não prestou atenção ou não se lembra, são os mentores intelectuais de Blakroc, (muito bem) falado logo aí abaixo. Uma vez que apresentei o projeto mais hip hop dos caras, nada mais justo do que mostrar também o seu som de origem: o bom e velho rock'n'roll.

E não é que os dois caras de Ohio mandam bem pra caraio? (bobona...) Eles se juntaram ainda ontem, no primeiro ano do século XXI, e têm uma maturidade sonora que impressiona. Bateria, guitarra, vocal e, por vezes, teclado. A influência é do blues e das músicas transbordam muito, mas muito Jimi Hendrix e James Brown.

Rubber Factory é o terceiro disco do The Black Keys e foi eleito pela crítica de sabe Deus onde como um dos 10 melhores álbuns de 2004. Rockão cru. Vale a pena ouvir. Mesmo.

Quer a indicação de uma faixa favorita? Girl is on my mind. Fodaça!

Rock'n'roll, negada! Enjoy.

Peace.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Blakroc | Blakroc



A razão do meu apreço pelo hip hop é bem simples: o bagulho é foda demais, especialmente quando um monte de nego preza se junta pra fazer um som com o único objetivo de se divertir (e quem sabe até ganhar uma grana, não sejamos tão românticos). Blakroc é mais ou menos isso.

The Black Keys
, duo de rock de Ohio cheio de influências do blues, chamou alguns nomes de peso pra gravar um disco. Ainda que sejam dois branquelos, a dupla tem muita moral (por mais estranho que pareça para quem conhece o som da banda, eles foram “revelados” por Danger Mouse). Logo, todos aceitaram participar: Mos Def, RZA, Q-Tip, Pharoahe Monch, Ludacris, Raekwon, Nicole Wray e mais uma meia dúzia fazem parte do álbum que leva o mesmo nome do “projeto”. Incrível, não?

Guitarra e bateria deram um clima austero às rimas e o resultado não é um disco de pistinha, nem aquele monte de base programada e scratches mal feitos, mas um disco com música boa de verdade. 11 faixas gravadas em 11 dias.

O lançamento oficial de Blakroc está previsto pra 27 de novembro. Mas, pra variar, caiu na rede.

Então, negada, é peixe. Enjoy.

Peace.


Não se esqueça de ler os comentários.
Don't forget to read the comments.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dinosaur Jr. | Farm

















Farm é o nono e último álbum do Dinosaur Jr. Banda boa que todo mundo me falou e eu nunca tinha ouvido. Até macaco velho aprende coisa nova, né não? Eu não conheço nada dos caras, por isso não vou copiar e colar algum blá-blá-blá da Wikipedia. Se você quiser saber clique aqui. e veja o artigo que um dos espertalhões de lá escreveu. Feio é mentir.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

Wellwater Conspiracy | Brotherhood of Electric: Operational Directives

















Ah, esse blog cheio de novidades, lançamentos, tendências, coisas mudernas...

É nessas horas que eu resolvo fuçar umas paradas antigas e trazer a primeira banda do baterista do Pearl Jam, Matt Cameron. A banda continua na ativa desde a década de 90 e tem sempre particpações especiais como Glenn Slater do The Walkabouts, Kim Thayil e Ben Shepherd do Soundgarden, Eddie Vedder do Pearl Jam e Josh Homme do Queens of the Stone Age. É, não é de hoje que é moda fazer banda com pessoas de outras bandas. Hehe.

É rock, é grunge dos anos 90, eu gosto e é honesto.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vampire Weekend | Vampire Weekend



Vampire Weekend é coisa meiga. Mistura de afro beat, indie rock e um lance meio praia. Som perfeito pros dias quentes de sol, trilha sonora da estrada rumo ao litoral.

O quarteto novaiorquino é o queridinho de blogueiros descolados desde 2006. Conquistaram espaço graças à internet e hoje estão com ingressos esgotados pros seus shows na Califórnia, Tóquio e Sidnei.

Do disco que leva o nome da banda, Cape Cod Kwassa Kwassa é minha canção favorita. Uma graça. Rimam Louis Vitton com reggaeton!

Delicinha de ouvir, do começo ao fim.

Vamos a la playa, negadinha. Enjoy.

Peace.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Them Crooked Vultures | Them Crooked Vultures
















Passava das 23h. Depois de umas cervejas e antes de dormir, fui dar uma checada nos e-mails. Estava lá desde às 22h05: “Them Crooked Vultures – Stream the full album now”.


Muita euforia. Fui uma das 300 primeiras pessoas a ouvi-lo. E agora está aqui. Recém saído do forno. Pelando de quente. De longe, o lançamento mais aguardado do ano é o MELHOR lançamento do ano.

Them Crooked Vultures é Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters), John Paul Jones (Led Zeppelin). O que mais eu posso dizer? É muito, mas muito mais do que uma banda com integrantes de outras bandas. É um encontro de gigantes.

Pesado, do caralho. Conseguiu me deixar sem palavras.

Negada... puta que pariu! Enjoy.

Peace.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pearl Jam | Backspacer



















A banda queridinha de 11 entre 10 mulheres cults que eram meninas na década de 90 está de volta. Lançado em setembro deste ano, Backspacer é o 9º álbum de estúdio do Pearl Jam.

Eu confesso que não sou fã do Eddie Vadder. Gosto apenas de Yeld (1998) e do Ten (1991) dos bons tempos das camisas de flanela amarradas na cintura, do cabelo comprido sujo e da falta de preocupação com o amanhã. Mas deixando de lado essas groselhas, Backspacer é bom. Got Some, The Fixer e Supresonic valem bem a pena.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Yesterdays New Quintet | Yesterdays Universe



Yesterdays New Quintet é a banda de um cara só. Mas não um cara qualquer. “DJ first, producer second and MC last”. Modesto mesmo esse Madlib.

Abreviação de Mind Altering Demented Lessons In Beats e nascido Otis Jackson Jr., Madlib é um dos nomes mais frutíferos do hip hop. DJ, produtor e MC é pouco. O cidadão também é dono do selo Stones Throw, multi-instrumentista e um puta garimpeiro musical (de sons tupiniquins, inclusive).

YNQ é só um dos seus milhares de projetos e codinomes. Saca só: The Beat Konducta, Quasimoto, DJ Rels, Da Bad Kid, Ahmad Miller, Monk Hughes, Malik Flavors, Joe McDuphrey, Lootpack.

Não vou me alongar. Não mais do que de costume. Mas
digo: vale a pena conhecer Madlib.

Yesterdays Universe é de 2007 e tem a peculiaridade de apresentar ao público os integrantes da banda. Cada faixa é atribuída a um membro.

Vocês se
lembram quando eu disse que YNQ é uma banda de um homem só, certo? Pois é. Madlib é um doente musical de múltiplas personalidades. Funciona assim: ele entra em estúdio e toca, um de cada vez, todos os instrumentos. Na sequência, mixa e adiciona os samplers. Resultado: o melhor da fusão entre jazz, hip hop e abstracionismos sonoros.

Deleitem-se, negada. Enjoy.

Peace.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Don't Give Me Names | Guano Apes



















Formada por Sandra Nasic (vocal), Henning Rümenapp (guitarra), Stefan Ude (baixo) e Dennis Poschwatta (bateria), o Guano Apes faz um rock alternativo com destaque para a voz de Sandra que consegue ser forte e agressiva sem deixar de ser suave e doce. Que droga, se eu continuar a escrever assim vou virar crítico da Folha.

Don't Give Me Names é o segundo álbum deles. O primeiro single Big In Japan é um cover do Alphaville, uma banda dos anos 60. No Speech, Living in a Lie e Dödel Up são outras faixas que eu gostei.

Álbum dica da Dani que me pediu para não contar que o amigo de um amigo dela não queria que ninguém mais conhecesse. Perdeu, preibói.

Ouça aqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Black on Both Sides | Mos Def



E não é que ontem tive a melhor notícia musical do segundo semestre? Valeu, Pedrão. Você é o cara.


Todos os anos, o Indie Hip Hop traz pro Sesc Santo André a mais fina flor do rap alternativo. Já vieram pro festival pesos como Jurassic 5, De La Soul e Talib Kweli. O negócio não é fraco, jovens.

Em 2009, para meu mais completo deleite, a atração confirmada é o figura mais legal e preza das rimas. Sabe um cara pra ser brother? Pra sair, dar rolê e tomar umas geladas no bar? Pois é. Mos Def, negada! Mos Def! E exatamente um ano após Talib Kweli, seu parceiro no excelente e extinto duo Black Star, ter se apresentado no mesmo evento.

Caralho! Mos Def!

Não conhece? Duvido. Além de músico, o cara faz as vezes de ator. Com certeza você já o viu no Guia do Mochileiro das Galáxias, ou em 16 Quadras, ou no Rebobine, por favor. Manda muito no som. Manda muito na telona.

Já veio algumas vezes pra terra da Copa de 2014, mas nunca se apresentou pro “grande público”. Por isso, uma palavra: imperdível.

Black on both sides, de 1999, é o primeiro álbum do Mos Def. Hip hop de primeira, cheio de samplers e beats caprichados. A levada é pesada, mas a rima bem ritmada, consciência plena da música. Marca registrada do rapper de NY. O disco também conta com participações especiais de Busta Rhymes, Q-Tip, do próprio Talib Kweli e algumas surpresinhas sonoras. Incrível.

Esse vídeo ae é dos tempos de Black Star. Sente a qualidade.



O Indie Hip Hop acontece no começo de dezembro. Se bobear, perto do aniversário do Mos Def, dia 11.

Put your hands up in the air, negada. Enjoy.

Peace.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

People Under the Stairs | The Next Step



Domingo bom é assim. Sossego, batizado e almoço em família, Corinthians campeão no Winning Eleven com os primos e, pra arrematar, hip hop de primeira na companhia de um puta brother. Como diria Lou Reed, just a perfect day.


Pra compartilhar este atípico estado de alma sublime em plena segunda-feira, toma aí pra vocês mais um álbum do duo californiano People Under the Stairs, que ontem apavorou no Espaço +Soma, em São Paulo. Os caras esbanjaram empolgação, mandaram suas rimas no melhor estilo old school e animaram a pista com seus flows, beats dançantes e muito freestyle. Quem foi, aprovou.

Ah! The Next Step, de 1999, é o primeiro disco do PUTS.

Respect, negadinha. Enjoy.

Peace.