sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The Gabby Pahinui Hawaiian Band | Volume 1

















Eu gosto desse som! Gabby Pahinui é um guitarrista havaiano que foi um dos responsáveis pelo renascimento da música havaiana.

Eu copiei esse álbum quando trabalhava numa produtora em 1999 ou 2000, não me lembro direito. Bom para pegar estrada e curtir na praia!

Toma que é bom.

Ouça aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

The Head Cat | Fool's Paradise

















Pois é, tá mesmo na moda montar banda com integrantes de outras bandas. Depois de gravarem um tributo ao Elvis Presley, Swing Cats, A Special Tribute to Elvis, Lemmy (baixista do Motorhead), Slim Jim Phantom ( baterista do The Stray Cats) e Danny B. Harvey (guitarrista do Lonesome Spurs) resolveram continuar tocando clássico de Johnny Cash, Buddy Holly e Eddie Cochran e daí surgiu o Head Cat que faz um rock de crasse!

Toma que é bom.

Ouça aqui.

Howlin' Wolf | The Howlin' Wolf Album

















Um dos músicos mais importantes de blues, Chester Arthur Burnett, também conhecido por Howlin' Wolf ficou famoso por uivar durante os shows. Tudo isso muito antes do chato do Frank Aguiar.

Gravado em 1968, The Howlin' Wolf Album foi detestado pelo autor e a gravadora fez questão de colocar na capa.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Danko Jones | Never Too Loud

















Dá desgosto falar sobre shows em São Paulo. Preços que ignoram a realidade, taxas de conveniência abusivas, meias-entradas, ingressos encontrados por mendigos em lixos, festivais que acontecem no mesmo dia. Parece que aqui é a capital nacional do entretenimento, mas estamos mais para Bobolândia.

Num desses festivais simultâneos você pode curtir o show do trio canadense Danko Jones. Formada por Danko Jones (guitarra e voz), John Calabrese (baixo) e Dan Cornelius (bateria), a banda tem estatus meio cult (pau no seu cult), mas até que é legal.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

People Under the Stairs | Carried Away



Ficar superpordentro dos superlançamentos e das supernovidades é superlegal. Mas nada como o bom e velho hip hop, pelo qual tenho um apreço infindável.


People Under the Stairs, carinhosamente conhecido como PUTS pelos seus mais entusiastas fãs, é um duo californiano de rap underground e sem o menor interesse de chegar ao mainstream, se isso significar a perda de sua originalidade e bom-humor.


Thes One, peruano de nascença, e Double K ficaram brothers no começo da década de 90 e logo formaram o PUTS. O primeiro álbum, The Next Step, saiu em 1998 e, a partir daí, foi um som melhor que o outro.


Samplers, beats, scratches, disco music e rimas de altíssima qualidade. São da escola de A Tribe Called Quest, Jurassic 5 e tantos outros petardos. É esse o padrão.


Carried Away é o sétimo disco da dupla e acabou de sair do forno. Lançamento oficial? Só amanhã, 13 de outubro (e não é que esse é mais um superlançamento?).


Demais. Pra dançar na pista cheia de talco, pra ouvir agitando só as mãos, pra curtir do começo ao fim.


E o melhor de tudo? Os dois vêm pro Brasil, a terra das Olimpíadas, logo menos. Isso ae. Na contramão dos grandes festivais e das disputas dos produtores manés, o People Under the Stairs fará 3 apresentações aqui na Terra da Garoa.


20/10 – Chocolate #Clash Club

24/10 – Espaço +Soma

25/10 – Espaço +Soma


Então, negada, podem se aquecer porque a balada vai ser boa. Enjoy.


Peace.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Karen O and the Kids | Where The Wild Things Are



Adivinha? Mais uma banda formada por membros de outras bandas. Pois é, negada, o troca troca está institucionalizado no mundinho da música.

A bola da vez é a sul-coreana Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs. A moçoila foi convidada pelo alucinado diretor Spike Jonze (Quero ser John Malkovitch, Sabotage – Beastie Boys, It’so quiet – Bjork, Adaptação etc.) pra compor e gravar a trilha sonora de seu novo filme, Where the wild things are.

No quesito juntar galera, Karen O não fez feio. Dá um bico: Brian Chase e Nick Zinner, colegas do Yeah Yeah Yeahs, Dean Fertita (Queens of the Stone Age, Dead Weather, Raconteurs), Jack Lawrence (Dead Weather, Raconteurs), Bradford Cox (Deerhunter), Aaron Hemphill (Liars), Greg Kurstin (The Bird and the Bee), Imaad Wasif (New Folk Implosion), Oscar Michel (Gris Gris) e, pra completar, um coral de crianças.


Ufa.


O resultado está bem cinematográfico, por assim dizer. Músicas que se parecem com contos de fadas, sons que vão num crescente e chegam a poderosos e apoteóticos clímax, vozezinhas infantis que amolecem o mais duro dos corações.

Uma graça, uma viagem. A jovem mandou bem.

Essa belezinha é pra vocês, negada. Enjoy.


Peace.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vitalic | Flashmob



Madre de Dios! Álbum novo do Vitalic. O segundo disco de estúdio do cara, o primeiro desde 2005. Quanta felicidade!

Pascal Arbez
, a.k.a. Vitalic, é o produtor de música eletrônica mais fodaço ever. Começou como um trombonista, até que ouviu Daft Punk lá atrás, nos idos anos 90. Foi então que o francês abraçou os beats programáveis e nunca mais os largou.


Flashmob foi lançado no dia 28 de setembro e segue a linha de OK Cowboy, o álbum anterior. Eletrônico pesado. Som de pista mesmo.

Quer ouvir um bem bolado de algumas faixas? Dá um bico nesse minimix, ação que faz parte dos “trabalhos” de lançamento do disco.

Esse é pra ouvir com o som no talo, negada. Enjoy.

Peace.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AC/DC | High Voltage

















Ah, as férias. Nada como ficar uns dias na vadiagem. Pois é, e se não fossem essas férias, eu não iria comprar meus valoroso e indispensável ingresso para ver o fodástico show do AC/DC! Foram mais de 3 horas para ficar algumas centenas mais pobre, mas para ver uma locomotiva no palco e aquela guitarra valeu a pena. Aliás, sem-vergonhice da Fnac cobrar mais 50 pilas para vender lá e chamar de taxa de conveniência. Putaquiupariu, viu? Conveniente não foi.

Bom, deixando os organizadores (sic) de lado, High Voltage é o álbum de estreia da banda em 1976 (ele foi lançado antes na Austrália em 75). Apesar de ter vendido mais de 3 milhões de cópias só nos Estados Unidos, a crítica (incluindo a Rolling Stone) não curtiu muito. Bom, foda-se, quem escreve sobre música não entende nada mesmo. Só sabe quem gosta.

Toma que é bom.

Namastê.

Não esqueça de conhecer os comentários.
Check out the comments.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Chickenfoot | ChickenFoot

















Oxe, pelo visto as coisas andaram calmas.

Eu vou aproveitar a deixa do último post para mais um lançamento fresquinho (ui!) pra vocês: Chickenfoot.

É, tá na moda mesmo montar bandas com integrantes de outras bandas e o Chickenfoot não poderia ser diferente. A ideia surgiu das jams entre Sammy Hagar (ex-Van Halen), Michael Anthony (ex-Van Halen) e Chad Smith (ex-Chili Peppers) no clube do vocalista no México. Nessas brincadeiras, as pessoas perguntavam se eles sairiam em turnê, ou gravariam um disco e eles respondiam que se tivessem que fazer isso, teriam que chamar um guitarrista para completar. Foi aí que Joe Satriani entrou na jogada.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Dead Weather | Horehound



Mais um lançamento semifresquinho pra turminha que acessa esse singelo espaço: The Dead Weather.

Confesso que esperei por tanto tempo o lançamento do álbum dessa turminha que acabei esquecendo que ele viria a existir. Como me lembrei? Pasmem: ele já está disponível na biblioteca da rádio UOL.

E, como a moda é montar bandas superlegais e descoladas com integrantes advindos de outras bandas superlegais e descoladas, The Dead Weather não poderia ser diferente.

O cabeça do projeto e responsável pelo vocal, bateria e guitarra é o excelente e excêntrico Jack White (White Stripes, The Raconteurs). Alison Mosshart (The Kills) também toma conta dos vocais e da guitarra, além da percussão. Dean Fertita (Queens of the Stone Age) igualmente toca a porra da guitarra, mais o órgão, o piano e o baixo. A banda se completa com Jack Lawrence (The Raconteurs), guardião de mais uma guitarra, mais um baixo e mais uma bateria.

Resumindo a bagaça: quatro negos foda se revezam nos instrumentos no decorrer das faixas de Horehound, um disco pesado, sujo, cheio de efeitos e distorções.

Esse, negadinha, é pra cada um tirar suas próprias conclusões. Enjoy.

Peace.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

George Harrison | Wonderwall Music



















Nesses dias muito se fala sobre Beatles, sobre o fim da banda, sobre o clone do Paul McCartney, sobre qual deles era o mais narigudo, o joguinho de videogame deles, a Yoko, o baseado que eles fumaram no Palácio de Buckingham, as músicas que Michael Jackson (quem?) comprou. Enfim, todo mundo está faturando o seu em cima dos reis do yeah-yeah-yeah!


Mas eu, não. Eu vou compartilhar meu álbum favorito do meu Beatle favorito com vocês.Por coincidência, é o primeiro álbum solo depois que a banda acabou. Todo instrumental, com belas guitarras... Muito foda!

Bom, fora isso, preciso dizer que o papai vai viajar alguns dias, deixar cerveja na geladeira e não quer ver nada inteiro quando voltar, capisce? É o seguinte, estarei em uma daquelas praias paradisíacas no nordeste e não quero me lembrar de nada. Inclusive este blog. Por isso fiquem com Deus. E com esse álbum do George.

Namastê, meu rei.

Ouça aqui.

Nouvelle Vague | Bande a Parte


















Não, não é aquele movimento do cinema francês. O Nouvelle Vague é um coletivo musical francês arranjado por Marc Collin e por Olivier Libaux. O nome deles é um jogo de palavras, que se refere à nacionalidade, ao movimento do cinema e ao uso da Bossa Nova

Eles só gravam covers de músicas punk ou dos anos 80 em versão um pouco mais picante. Experimente Too Drunk To Fuck do Dead Kennedys.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.





terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sonic Youth | Hits are for Squares



Essa é pro público paulistano, também conhecido como “cambada de palhaços”. Planeta Terra e Maquinaria: dois festivais e um só dia, o mesmo, no caso. Pau no cu dos produtores culturais dessa ilha chamada Brasil!

E se você, como eu, optou pelo Faith No More, lendária banda de Mike Patton, precisou excluir de seus planos Primal Scream e Sonic Youth.

Então essa é pra gente, que se fodeu e não irá assisti-los, pelo menos não dessa vez.

Hits are for Squares, de 2008, é uma compilação dos sucessos, se é que podem ser chamados assim, de uma das bandas mais incríveis de New York. O Sonic nasceu no mesmo ano que eu, em 1981, e desde então se tornou um dos principais êxitos e referências do rock underground, sem nunca sair do rock underground.

Dissonante, experimental, noise pra caralho. E que vitalidade. Kim Gordon, baixista e vocalista da banda, por exemplo, tem a idade da minha mãe: 56 anos. Acreditam? Pois é. Eu quero ser a Kim Gordon.

Então, negada, chupa essa manga e chora. Enjoy.

Peace.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Scarlett Johansson & Pete Yorn | Break Up

















Em Break Up, Scarlett Johansson solta a voz em duetos com Pete Yorn e ainda assina 8 faixas do álbum. Ele foi gravado em 2006 com inspiração em gravações de Serge Gainsbourg com Brigitte Bardot. Se não fosse pela cantora, talvez eu nunca ouvisse, afinal de contas, indie-folk-pop-romântico definitivamente não é minha praia. Mas rola um som bem legal para uma segunda chuvosa. Especialmente se você estiver acompanhado(a).

Em tempo, não é a primeira vez que a atriz solta o gogó. Em 2008, ela lançou Anywhere I Lay My Head, que não foi bem recebido pela crítica. Não sei como.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

Nashville Pussy | Say Something Nasty

















Sexo, drogas, bebidas, vulgaridade e um pouco de cretinice sulista: Nashville Pussy - uma banda muito legal para você deixar seus filhos adolescentes irem ao show.

Se você gostar, combina na mesma playlist: AC/DC, Turbonegro e Hellacopters que dá um caldo bom.

Toma que é bom.

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Miles Davis | Kind of Blue

















Estou com uma dor de cabeça que só de ouvir o suave tec-tec no teclado branco já me dá vontade de comprar uma bomba H. Por isso vou ser direto: se você ainda não conhece, ouça. Um dos melhores álbuns do Miles Davis. Tão bom quanto o Sketches of Spain.

Toma que é bom.

Ouça aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Beck | The Velvet Underground & Nico (Record Club version)



Beck, Velvet Underground e Nico? Como assim?

Bem simples. Em apenas um dia, sem ensaios e cheio de presenças especiais, Beck inaugurou seu novo projeto, o Record Club.

Que porra é essa? Mais simples ainda. Escolhe-se um álbum clássico e dá-lhe cover de todas as faixas. E assim, no melhor estilo Jack Bauer, em apenas 24 horas, tem-se um disco inteiro, gravado, prontinho.

O eleito para ser o primeiro de uma série foi The Velvet Underground & Nico, obra-prima de 1967, que apresentou Lou Reed para o mundo.

Além do próprio Beck, participaram dessa reunião informal de músicos Devendra Banhart, a dupla MGMT, Jamie Lidell e Thorunn Magnusdottir. O produtor responsável por organizar a bagunça foi Nigel Godrich, conhecido pelos seus trabalhos com o Radiohead.

Aqui está o registro visual e sonoro da gravação de uma das canções, a belíssima Sunday Morning. Pra quem não ensaiou, até que ficou bem bom.

E pra quem se interessou, o Record Club No. 2 já está pronto. Songs of Leonard Cohen, de Leonard Cohen, foi o cover da vez.

Então é isso, negada. Enjoy.

Peace.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pizzicato Five | This Year's Girl

















Se você tem mais de 20 anos, com sorte passou pelos anos 90 sem que Twiggy Twiggy grudasse na sua cabeça igual chiclete no cabelo comprido.

Formado por Maki Nomiya e Yasuharu Konishi o P5 (como também é conhecido) surgiu nos anos 80, mas só explodiu uma década depois com o surgimento do Shibuya-kei. Xibuia-o-quê você deve estar se perguntando, jovem gafanhoto. Mas, calma: é um sub-gênero do pop japonês que combina jazz, pop (claro) e electro. É chamado assim porque surgiu num bairro com esse nome.

Toma que é bom.

Arigatô.

Ouça aqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desert Sessions | Volume Collection



Eu sei porque eu estava lá. Eu sei porque também me senti uma remanescente do passado, pra usar uma ótima definição de velhice. Obrigada, Robert Crumb.

Aniversário do Beto. Os jovens realmente dançaram ao som das músicas de sempre, mas entremeadas por pérolas sonoras, tais como Britney Spears, Back Street Boys, Five e Bon Jovi.

Por Deus! Esses meninos estão se afastando de Cristo. Paciência. O problema não é meu. Que sejam o desgosto de seus respectivos pais. Nada me impede, contudo, de auxiliá-los no caminho da redenção auditiva.

Desert Sessions eram gravações de estúdio experimentais. Funcionava mais ou menos assim: ia uma negada pra uma casa velha, no meio do deserto, repleta de equipamentos antigos. Entre gorós e outras cositas mais, os músicos criavam suas composições ali mesmo e, em poucas horas, tínhamos o mais puro rock'n'roll. Assim, em estado bruto, verdadeiro e incontestável.

Foda, não? E ainda fica mais, prometo.

O criador dessa farra foi Josh Homme (reparem como este ser superior é recorrente em diversos posts). E o estúdio em questão era o Rancho de La Luna, que fica em Palm Desert, Joshua Tree – CA.

Os demais envolvidos no projeto eram PJ Harvey, Dean Ween, Alain Johannes, Twiggy Ramirez, Chris Goss, Dave Catching, Joey Castillo, Josh Freese, Brian ‘Big Hands’ O'Connor, Troy Van Leeuw. Só nego do caralho!

As primeiras Desert Sessions ocorreram em 1997 e a mais recente aconteceu no longínquo ano de 2003. Ao todo, foram 10 sessões e cada uma resultou em um disco sem pretensões comerciais. São apenas registros sonoros.

Esse cuja capa está está aí em cima é um catadão de todas, só pra vocês sentirem a gravidade da situação. E não se surpreendam com canções conhecidas. Alguns dos frutos das Desert Sessions foram parar em álbuns do Queens of the Stone Age.

Bom, desculpem a empolgação e extensão do post. É que eu fico puta quando vejo que é possível fazer alguma coisa que preste e eu sigo aqui, nessa vidinha besta.

Então, negadinha, esse é obrigação. Enjoy.

Peace.

domingo, 30 de agosto de 2009

Joy Division | Closer


















Ontem eu fui comemorar meu aniversário. Pensei em fazer no saudoso Clube Piratininga - um lugar onde os dinossauros de São Paulo costumam balançar o esqueleto (literalmente) com outros dinossauros numa espécie de dança do acasalamento da terceira idade. Ou seja, o lugar perfeito para um jovem ancião bem-humorado, notívago e dançarino como eu. Não sei por que meu cérebro resolveu passar a perna em mim e me lembrar que ao lado ainda existia a Jive! Entrei no site e vi que sábado era noite de rock. Resolvi trocar o tcha-tcha-tcha de um bailinho animado por cerveja e muita guitarra com distorção. Até fiquei tocando um róque a tarde para me empolgar.

Chegando lá, a primeira coisa que constatei é que, realmente, eu estou ficando velho. Velho não, meia idade o que é pior. A segunda é que, o tempo passa, mas as músicas não mudam. A molecada continua ouvindo Sex Pistols, Guns & Roses, B-52's, Billy Idol, Duran Duran, The Cure, The Cult e toda aquela velharia que eu ouvia quando era mais novo do que eles.

Mas, o que isso tem a ver com Closer do Joy Division? Quando eu comecei a escrever tinha algum sentido que com certeza eu esqueci. Idade, né?

Toma que é bom.

Namastê

Ouça aqui.

sábado, 29 de agosto de 2009

Dr. John | Gris-Gris

















Essa semana eu vi a abertura da série True Blood na TV a cabo. A edição é bem legal, a trilha idem. Trilha assinada por um tal de Jace Everett (nunca ouvi falar mais gordo). Depois eu até tentei assistir um pouco, mas confesso que o tema não me hipnotizou. Ahn, ahn, sacaram? O fato relevante foi que me lembrei deste incrível álbum que vou compartilhar com vocês agora.

Há 40 anos o mundo conhecia o álbum branco dos Beatles, Electric Ladyland do Jimi Hendrix, Beggar's Banquet dos Rolling Stones, o primeiro dos Mutantes e por aí vai. E, no meio de todos estes chega o álbum de estreia do novato de Nova Orleans, Dr John que apesar de ser incrível, passou sem chamar muita atenção.

O álbum é fodástico. Começa com Gris-Gris Gumbo Ya-Ya e segue com intensidade até I Walked on Gilded Didimus. Durante todo o álbum você pode notar as percursões, congas e cantos que combinam gritos e sussurros - típicos dos rituais da região. Enfim, Dr John conseguiu combinar no mesmo caldo: rock psicodélico, vudu e R&B com um tiquinho de thyme, o carimbó deles.

Toma que esse gumbo é bom.

Namastê.

Ouça aqui.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

The Knives | Filthy Angel




O post do Plínio foi curto, mas exemplar. Josh Homme e Dave Grohl no mesmo parágrafo? Jesus me abana! Juro que lavaria as cuecas de ambos.

Underwear à parte, quando vi o disco do Queens of the Stone Age, indaguei-me: “Por onde andará o figura que tocava baixo pra eles?” O que foi demitido, sabe? Aquele cara, que usava/usa uma barbicha de bode, modelo “arranquei do saco e grudei no queixo”. O mesmo que curtia se apresentar nu e que o fez, inclusive, no último Rock'n'Rio no Rio.

Dei uma fuçada por aí e encontrei Filthy Angel, segundo álbum de uma das atuais bandas do fulano: The Knives. Em tempo, ele se chama Nick Olivieri.

A despeito de meus esforços, não encontrei muitas informações do supramencionado conjunto musical. Contentem-se com o MySpace.

Aos meus ouvidos, pareceu uma mistura de At the Drive-in, The Mars Volta, System of a Down e um tiquinho assim de carimbó. Enfim, não manjo muito desse tipo de som, sorry. Se fosse pra rotular, chamaria punk metal ou “thrash indie”, mas talvez eu seja apedrejada em praça pública.

Uma curiosidade pra finalizar: Mondo Generator é a outra banda de Olivieri, da qual Josh Homme também fazia parte.

Chupa essa manga, negada. Enjoy.

Peace.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Money Mark | Brand New by Tomorrow



Depois de Yo La Tengo, a fofura tomou conta de mim.

Acredito que Brand New by Tomorrow, de 2007, é o álbum mais mulherzinha que tenho, ou talvez esteja empatado com Curtains, do John Frusciante, não sei.

Aqueles que se atentarem às letras do presente disco notarão uma infindável lamentação, fruto do fim de um relacionamento do pobre músico. Apenas nas últimas canções, vislumbramos a esperança de um futuro menos doloroso.

Enfim, essa porra é de pisar na tanga. Pronto, falei. Mas é tão bonitinho! Além disso, para os ignorantes* de plantão, Money Mark é considerado o quarto Beastie Boy. Sabe o havaiano empolgado nos teclados durante as apresentações do trio de hip hop? Então, é o cara. Essa credencial é mais do que suficiente pra mim.

E como se não bastasse, o responsável pela mixagem e pós-produção de Brand New by Tomorrow é o competente (e brasileiro) Mario Caldato Jr., que tem em seu currículo nomes como os próprios Beastie Boys, Planet Hemp, Nação Zumbi, Super Furry Animals, Molotov, One Day as a Lion (Zack de la Rocha – Rage Agaisnt the Machine e Jon Theodore – The Mars Volta), Tone Loc, Manu Chao, Mundo Livre S/A etc. etc. etc.

Ouve e chora, negadinha. Enjoy.

Peace.

*É muito ofensivo chamar os leitores de ignorantes, Beto?

Queens Of The Stone Age | Songs For The Deaf




Songs For The Deaf
é o terceiro álbum de estúdio lançado pela banda Queens of the Stone Age em 2002, também é conhecido por incluir Dave Grohl como baterista convidado.

Pega aqui, porque o álbum é muito bom!

domingo, 23 de agosto de 2009

Jazz Liberatorz | Force be with you

















Mais um álbum foda do Jazz Liberatorz, um trio francês que faz um tributo à era dourada do hip-hop. Um som quente, cheio de elementos de jazz, grooves dos anos 70, samples e instrumentos ao vivo. Coisa fina!

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.

sábado, 22 de agosto de 2009

AC/DC | Back in Black

















Dia desses eu fui de manhã na Galeria do Rock pegar as telas de umas camisetas que, no futuro não muito distante, vou colocar aqui para vocês. Fazia muito tempo que eu não ia até lá. Quando eu era moleque (na época pré-internet - para quem não sabe eu sou um jovem senhor de 30 e poucos anos) - a maioria das lojas vendiam LPs, CDs, cassetes de bandas alternativas e, claro, camisetas de bandas. Na maioria pretas, de artistas como Ozzy, Led Zeppelin, Motörhead, Red Hot e até umas do Bob Marley. Era um dos únicos lugares onde eu conseguia encontrar os álbuns que queria ouvir. O problema era o preço. Não era tão mais barato (mesmo que tenha uma loja chamada Baratos Afins lá).

Depois do MP3, do Napster, do Torrent e do fim da internet discada a minha surpresa não foi tão grande quando descobri que a maioria das lojas vende roupas e não mais CDs! Tudo bem, eles ainda estão lá, mas a maioria vende camisetas (de outras bandas), shapes, calças. e todo tipo de parafernália (inclusive uma loja vegan) para você ser um roqueiro dentro da moda! Aproveitei e comprei uma peita (como diria o Barba) do Back in Black - um sonho de quando eu era moleque que eu vivia procrastinando. Aproveitei antes de ir embora para bater um chesseburguer irado no Burger - legal!.

Lançado em 1980, o álbum é o sétimo do AC/DC e já vendeu mais de 40 milhões de cópias (o segundo mais vendido, atrás apenas de Thriller do Michael Jackson). No meio das gravações, o vocalista Bon Scott morreu e foi substituído pelo atual Brian Johnson. Durante a regravação eles incluíram os hits Hell's Bells e You Shook Me All Night Long.

Não é nada de novo, mas é um dos meus favoritos.

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça.

Link retirado a pedido.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Simian Mobile Disco | Temporary Pleasure



Depois de pesos e pedradas, um toque “up to date” a este blog. Um pouco de frescor àqueles que gostam do embalo de uma pistinha.

Simian Mobile Disco é uma dupla oriunda da terra da rainha. Pra quem tem memória melhor que a do Beto, lembrar-se-á que eles foram uma das principais atrações do Skol Beats em 2007.

Temporary Pleasure é o terceiro álbum dos dois depois de trocentos EPs e remixes lançados. Caiu na rede no meio da semana passada. Antes de decidir comentá-lo, dei umas boas ouvidas pra saber se realmente gostava. E gostei bastante.

Acho que não é muito a cara do Plínio, mas paciência. Em uma próxima tento agradá-lo.

Enfim, as 10 faixas do disco são cheias de participações especiais: Beth Ditto, do Gossip; Alexis Taylor do Hot Chip; Gruff Rhys, do Super Furry Animals; Young Fathers etc. Ou seja, dê uma chance e ouça.

É o que sempre digo: relacionamento é tudo, negada. Enjoy.

Peace.

domingo, 16 de agosto de 2009

Bad Brains | Bad Brains


















Fundada por Dr. Know em 77, o (The) Bad Brains foi uma das bandas mais fodas e pioneiras da época e até hoje ainda é um mito dentro do movimento punk. Apesar do som, a banda toda se converteu ao rastafarianismo e tem uma forte influência de reggae nas suas músicas.

O álbum homônimo de estreia deles saiu em 82 e causou. Ele influenciou uma série de bandas como Red Hot Chili Peppers, Living Colours e Beastie Boys, por exemplo. Pedrada!

Toma que é bom.

Namastê.

Ouça aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Beastie Boys | Some Old Bullshit



Não é segredo pra ninguém. Pra mim, é Beastie Boys na terra e porra nenhuma no céu.

Some Old Bullshit é uma coletânea dos primeiros EPs do trio novaiorquino, coisas gravadas no comecinho da década de 80 quando eram apenas meninos.

Aviso: quem está acostumado com os 3 MCs mandando ver nas rimas, pode estranhar um pouco esse álbum.

Antes dos branquelos tornarem-se os fodões do hip hop, era da cena hardcore de NY que eles faziam parte. Ainda com espinhas na cara, os Beastie Boys eram um cruzamento de Minor Threat com alguns toques de Bad Brains.

Prepare os ouvidos pra barulheira e pra tiração de sarro, negada. Enjoy.

Peace.

Jazz Samba | Stan Getz e Charlie Byrd


















A
Bossa Nova, apresenta uma série de cinco aclamados álbuns lançados entre 1962 e 1965 pelo saxofonista americano Stan Getz em parceria com diversos músicos ligados à Bossa, entre eles o guitarrista Charlie Byrd que conhecera João Gilberto e Tom Jobim, e assim registram alguns de seus momentos de maior popularidade e refinamento musical.

Além da marca estilística que consagrou Getz entre os expoentes mais notáveis da Bossa Nova, a série ainda assinala uma estética onde todas as capas dos LPs são ilustradas com pinturas abstrato-expressionistas da artista plástica porto-riquenha Olga Albizu.

Pega aqui! Garanto que não vai se arrepender.